Capítulo 2 - O Céu Estrelado: Astronomia e Astrologia - Amostrage


Seu Livro de Vida

Quase tudo o que você quer saber
 sobre Astrologia da Alma e do Auto-Conhecimento
Em 22 Capítulos/Volumes
© 2008 Janine Milward


Capítulo 2

O Céu Estrelado


Astronomia e Astrologia
suas Semelhanças e suas Diferenças

Simultaneidade e Sincronicidade
 Arquétipo, Linguagem, Inconsciente e Consciente,
Imagens, Mitos e Símbolos

Um Passeio pelo Céu Noturno 
Fusionando as Visões das Ciências Objetiva e Subjetiva
dos Céus Estrelados

Janine Milward



Editora Estrela do Belém



SEU LIVRO DE VIDA

AMOSTRAGEM DO CAPÍTULO 2


O Céu Estrelado

Trazendo a descrição completa dos Temas a serem abordados
E alguns trechos dos vários textos apresentados


Temas a serem abordados no Capítulo 2 original

Dois Dedos de Prosa, caro Amigo das Estrelas!
Apresentação da Obra
Seu Livro de Vida
Sobre Seu Livro de Vida
e sobre O Risco do Bordado,
o mapa astral natal,
e sobre os demais mapas coadjuvantes
Sobre o Encadeamento dos Temas
ao longo dos 22 Capítulos/Volumes de Seu Livro de Vida
Síntese dos 22 Capítulos


Meu Amor pelas Estrelas
Momento de Reverência à Astronomia

PRIMEIRA PARTE

Retorno ao Passado Longínquo

Simultaneidade do Universo
... Somos Poeira de Estrelas ...
Simultaneidade e Sincronicidade, Arquétipo, Linguagem, Inconscientes Coletivo e Pessoal, Conscientes Pessoal e Coletivo - Mitos e Símbolos

Os Zigurates:
a interação harmoniosa entre o céu e a terra e entre os estudiosos do céu estrelado - as questões relacionadas aos dois lados do cérebro, esquerdo e direito, e suas apreensões


SEGUNDA PARTE

Uma Conversa sobre Astronomia e Astrologia,
suas Semelhanças e suas Diferenças
em um Zigurate moderno: o Sítio das Estrelas
Um Passeio pelo Céu Noturno:
 Descrição do Céu Estrelado visível no mês de abril, ao entardecer, fundamentalmente apresentando as constelações do anel do Zodíaco e dois Planetas, Marte e Saturno, posicionados em Gêmeos e em Leão, respectivamente, na Astronomia
- O Mito de Perseus, o herói, descrevendo as constelações de Cetus, a Baleia, Pegasus, o Cavalo Alado, Andrômeda, a Princesa Acorrentada, Cassiopéia, a Rainha, e Cefeus, o Rei - Algumas Estrelas pertencentes à estas constelações
  Algumas Palavras sobre Mecânica Celeste:
Três Movimentos: Rotação da Terra; Translação da Terra em relação ao Sol; e a Precessão dos Equinócios
  A questão da Defasagem das Efemérides Astrológicas em relação ao Posicionamento real do Sol e Lua e Planetas contra o pano de fundo das Constelações do Anel do Zodíaco
 Mandala do Grande Ano (cobrindo as Eras) e Mandala do Pequeno Ano (o tecimento do Gráfico Astrológico)
 Explicações acerca os tamanhos diferenciados das constelações do Zodíaco e como tudo isso é contido dentro dos 360 graus da Mandala Astrológica, acolhendo os Luminares e os Planetas e tudo isso acontecendo através as Doze Casas Astrológicas
 Conclusões da Conversa sob o céu estrelado, no Sítio das Estrelas, entre os Caminhantes Estudiosos de Astronomia e Astrologia e Janine.

Astronomia e Astrologia no Sítio das Estrelas
O Sítio das Estrelas é um Ashram sempre com suas porteiras abertas para receber os Caminhantes do Céu e da Terra lhes oferecendo vários trabalhos realizados por Janine Milward, entre outros, o Jornal do Caminhante e Encontros e Oficinas bem como  bibliotecas simpáticas sobre as ciências objetiva e subjetiva das estrelas.


TERCEIRA PARTE

Alguns Textos Escritos por Janine Milward
Sobre Astronomia e Mecânica Celeste

Um Exemplo Prático
Acerca o Trabalho de entrelaçamento entre Astronomia e Astrologia
Extraído da edição do mês de setembro de 2007, Jornal do Caminhante
Para Estudiosos da Interação entre Astronomia e Astrologia
- Efemérides para o mês de setembro, na Astronomia
 Planetas, os Deuses estão no Céu
 O Caminho do Sol, em setembro
 O Caminho da Lua em setembro, dia-a-dia, através as constelações do Zodíaco

Outros Textos:
O Eclipse Total do Sol que eu Vi
Eclipses e mais Eclipses da Lua, no Sítio das Estrelas
Lua, Doce e Mutável Lua
Terra e Sol: As Quatro Estações
O Caminho do Sol ao longo da Eclíptica
Um Passeio pelo Céu Noturno: Breve roteiro de viagem celeste
para os tempos do Outono, Inverno, Primavera e Verão, no Sítio das Estrelas
O Corvo
Escorpião no meio do céu: O Revirão da Via Láctea
Relembrando uma Ocultação de Vênus pela Lua: Vênus, a Bela da Tarde, surgindo da Lua em fino crescente, formando um anel de noivado em ouro e prata
O Tempo e o Sonho da Luz do passado
Uma conversa entre Saturno e a Nebulosa do Caranguejo, ouvida da Terra


QUARTA PARTE

Textos de Cosmologia e de Astronomia
extraídos de revistas estrangeiras de Astronomia
e traduzidos livremente por Janine

Somos poeira de Estrelas
O Tempo de Viagem da Luz das Estrelas
As Idades do Universo
O Destino da Terra
Quem herdará o Universo?
Você Acredita no Big Bang?


Outros Capítulos de Seu Livro de Vida
 relacionados ao Capítulo 2
Créditos do Capítulo 2
Sobre Janine Milward e seu Trabalho
e sobre o Sítio das Estrelas
Próximo Capítulo a ser estudado em Seu Livro de Vida



Seu Livro de Vida

Algumas Palavras sobre o Capítulo 2:


Meu Amor pelas Estrelas...


Meu amor pelas estrelas vem acontecendo desde sempre, em minha vida.

Em algumas noites estreladas na antiga Nova Friburgo onde nasci, ainda quase sem poluição de iluminação das ruas, após o jantar, bem me recordo de meus pais, meus irmãos e eu irmos todos nos deitar sobre a imensa caixa d’água do terraço aberto de nossa casa, bem próximo ao telhado de telhas francesas bem enfileiradas.  Ficávamos todos felizes, conversando sobre estrelas, planetas, constelações, tentando saber quem era quem, imaginando, sonhando. 

Meu pai herdou um livro muito antigo, Astronomie Populaire, de autoria do astrônomo francês do século dezenove, Camille Flammarion, e todos nós adorávamos ficar lendo e relendo suas páginas cheias de informações, fotos, ilustrações;  e bem mais tarde, minha mãe me deixou este verdadeiro tesouro como sua herança!

Durante minha infância e adolescência, havia uma de minhas irmãs que dividia o quarto comigo e que fôra presenteada com um simples telescópio.  O bom lugar de guardar esta preciosa peça era ao lado de minha cama, próximo à janela, próximo ao meu coração e à minha mente.  Bem me recordo que meu pai tinha um grande amigo, Dr. Miguel, que possuía uma simpática luneta e volta e meia nos apresentava a Lua fugidia e alguns objetos interessantes, no céu.

Foi porém durante meus anos trinta que eu retomei minha atenção para a Astronomia, passando a freqüentar alguns cursos no Observatório Nacional do Rio de Janeiro e também fazendo algumas interessantes visitas ao Observatório do Capricórnio, em Campinas, onde seus instrumentos ópticos e seus instrutores estavam sempre dispostos para trazerem muitas e muitas informações e observações interessantes, ao público.  E por duas vezes participei do Reconhecimento do Céu, no Planetário da Gávea, no Rio - onde até hoje acontece esse fecundo curso de uma semana, à noite, duas vezes ao ano, em junho e em dezembro, trazendo Mecânica Celeste e o Reconhecimento do Céu em si, sob a abóbada estrelada e virtual (e em noites estreladas, no terraço, tentando ver estrelas e planetas - apesar da intensa poluição de luzes da cidade maravilhosa!).

Naqueles anos, eu tinha um namorado que também adorava Astronomia e fizemos juntos várias dessas incursões no universo das estrelas.  Muitas vezes, acordávamos ainda de madrugada e dirigíamos até um local bem aberto, para que pudéssemos observar Mercúrio, por exemplo...

Eu passei a comprar alguns alfarrábios sobre Astronomia e Mecânica Celeste - naquele tempo ainda a internet praticamente não existia enquanto febre febril que hoje se apresenta, felizmente.  E também passei a colecionar revistas estrangeiras, como Astronomy, Sky&Telescope, Astronomy Now, e a lê-las com devoção, com alegria, com desejo de aprofundamento dos meus estudos na ciência objetiva das estrelas.

Naqueles mesmos tempos, durante minha fase de Formação em Psicanálise, eu conheci um astrólogo e me surpreendi incrivelmente com sua abordagem sobre mim, através a ferramenta de um simples mapa astral!  Isso aconteceu no miolo dos meus anos trinta e eu me senti inteiramente apaixonada à primeira vista pela ciência subjetiva das estrelas, a Astrologia - que, para mim, até aquele momento praticamente não existia; e que, a partir daquele momento, começou não somente a existir como também eu passei a me dedicar fervorosamente ao seu estudo, de forma auto-didata, sempre.  Um ano mais tarde, passei a trabalhar como consultora astrológica e a ensinar essa ciência.

Pude, portanto, fazer a boa fusão entre a Astronomia e a Astrologia - sem medo de ser feliz, sem pré-conceitos, e aprendi a usar meus conhecimentos de Astrologia para melhor engrandecer meus conhecimentos de Astronomia e vice-versa.

A verdade é que posso confessar que as Efemérides Astrológicas sempre foram estruturadoras de meus estudos sobre o andamento do Sol e da Lua e dos Planetas através Constelações/Signos - dentro dos céus estrelados da Astronomia e da Astrologia!  Minha publicação virtual, O Jornal do Caminhante para os Simples Amantes dos Céus, voltada para aqueles Caminhantes em seus primeiros passos no reconhecimento dos céus estrelados, sempre vem sendo festejada pelos astrônomos - que mal podem imaginar que o trabalho de Mecânica Celeste é estruturado sobre as Efemérides Astrológicas sendo traduzidas para os céus da Astronomia!

A partir das Efemérides Astrológicas, eu pude compreender, primeiramente, sobre as questões de Precessão dos Equinócios que são levadas em conta na Astronomia e que não são levadas em conta na Astrologia: isso significava uma defasagem de cerca de 23 graus entre uma efeméride e outra!   E, certamente e em seguimento, eu pude compreender mais e mais sobre o que significavam mitos e símbolos e a abordagem que usa o cérebro direito, na Astrologia, e o que significava a abordagem que usa o cérebro esquerdo, na Astronomia:  aquilo que era Signo era inteiramente igual porém inteiramente diferente daquilo que era Constelação!

E várias outras questões se seguiram e tenho a intenção de apresentar muitas delas, a você, caro Amigo das Estrelas, neste Trabalho.

Minha intenção ao longo deste Trabalho é a de trazer a você, caro Amigo das Estrelas, o encantamento que eu sinto pelos céus estrelados e o desejo de bem conhecer a ciência objetiva da Astronomia e a ciência subjetiva da Astrologia de forma a melhor entrelaçá-las holisticamente - assim como se fazia no passado.

Minha intenção ao longo deste Trabalho é a de poder mostrar a você, caro Amigo das Estrelas, que o estudo da Cosmologia, da Astronomia e da Mecânica Celeste nos alargam de tal forma nossa visão acerca a duração efêmera da vida e/ou de sua quase eternidade..., que saberemos bem introduzir essas ciências afins em vários dos demais Temas que fazem parte de nossas vidas, não somente dentro da Astrologia mas também dentro de nossos conhecimentos sobre os conceitos filosóficos sobre a vida, sobre a espiritualidade, sobre a religiosidade, sobre a arte, sobre as demais ciências exatas ou humanas, sobre tudo aquilo que fala do céu e da terra, da Criação, enfim.

O homem se orienta pela terra
A terra se orienta pelo céu
O céu se orienta pelo Tao
E o Tao se orienta por sua própria natureza

Lao Tse

Minha intenção ao longo deste Trabalho é a de poder mostrar a você, caro Amigo das Estrelas, que não existe solidão sob o céu estrelado - porque as estrelas falam conosco, nos abraçam, nos envolvem, nos mostram seus segredos.  A verdade é que, ao conhecermos a Astronomia e a Astrologia, teremos a certeza de que existem muito mais coisas entre o céu e a terra que nossa vã mente pode sequer supor ou imaginar!

Você  nunca está só ou abandonado...
A força que guia as estrelas
guia você também.

Srii Srii Anandamurti

Finalmente, minha intenção ao longo deste Trabalho, é de trazer à tona, Amigo das Estrelas, seu amor pelas estrelas e deixar você sempre consciente sobre o mesmo, em seu coração e em sua mente.


“I have loved the stars too fondly 
to be fearful of the night.”



ALGUNS TRECHOS EXTRAÍDOS DO CAPÍTULO/VOLUME 2:


Retorno ao Passado Longínquo

Não posso conceber o estudo de qualquer questão sem a referência do conhecimento astronômico primordial. Assim, estarei convidando você para uma meditação em imaginação ativa...

Sinta-se tranqüilo, feche seus olhos suavemente, descontraia todo o corpo, imagine que você está confortavelmente sentado em seu tapete voador e deixe que sua mente e coração dirijam seu corpo e seu espírito.... para tempos longínquos do passado da humanidade, quando os homens viviam em cavernas, protegendo –se uns aos outros das situações perigosas e ameaçadoras do mundo exterior; homens que ainda não conhecem o fogo, bastante primitivos realmente.

Você chegou na caverna? Fique por alguns segundos interagindo com essa cena, fazendo parte desse conjunto.... Agora você vai sair da caverna, porque é dia , o sol brilha lá fora e é preciso enfrentar o meio ambiente hostil que, no entanto, é também o seu meio ambiente de vivência cotidiana, sua fonte de alimentação e de luz.

Você e sua tribo passam o dia buscando raízes e plantas comestíveis – porque ainda não existe o fogo. O fogo faz falta, não é verdade? Volte para dentro da caverna e prepare-se para a noite. Frio, não? Muito frio e escuridão, é tudo o que você consegue perceber. Bem, pelo menos, dentro da caverna, junto aos outros de sua tribo, você se sente um pouco mais seguro e também quase certo de que os animais ferozes não virão atacá-lo e que o vento cortante não adentrará a caverna escura e úmida. No dia seguinte, o sol aparecerá novamente, a vida seguirá igual, e assim será durante muito, muito tempo...
.............................

Muito tempo se passou.... e agora você se encontra ainda dentro de uma caverna, sim, porém existem alguns gravetos no chão com uma chama indecisa tremulando: o fogo! Deixe-se envolver por essa nova atmosfera que você faz parte: uma pequena luz ilumina os rostos das pessoas da tribo que se movem, se movimentam com maior facilidade, ouvem-se mais vozes, uns cuidam do fogo, outros olham para ele, outros procuram uma forma de dar mais sabor às raízes colhidas ou mesmo aos pequenos animais caçados colocando-os por entre as brasas quentes...

Você agora se sente melhor, não é mesmo? Também uma fogueira pode estar ardendo do lado de fora da caverna para bem melhor espantar os animais ferozes e o frio.... Também você pode ficar por um bom tempos lá fora, olhando em redor, as sombras noturnas, a mata falante, as luzes piscantes, lá no alto, lá no céu.... a lua, acolhedora e iluminada, deixando sua luz espraiar pela campina.

Penso que seja possível se intuir uma certa sincronicidade entre o tempo da descoberta do fogo e o tempo que marca o início da compreensão da relação céu e terra, compreensão esta realizado pelo homem que se coloca no caminho do meio entre o céu e a terra: é o religare, o ligar o céu à Terra e a Terra ao céu, os primórdios da religiosidade e da compreensão científica e espiritual do universo: ciência física e ciência metafísica abraçadas, enlaçadas, para sempre.

O fogo trouxe ao homem a possibilidade da criação e isso o fez sentir-se semelhante ao sol, ao criador, ao doador de luz. Também o homem, ao trazer o fogo para dentro de sua noite interior, para a caverna onde vivia, na verdade estava trazendo o sol, a luz, para iluminar sua escuridão interna. A noite interior, com sua lua, pode ser entendida como o inconsciente e o dia exterior, com o sol, como o consciente. Da noite do inconsciente, o homem saiu para o dia do consciente. E pôde, fundamentalmente, lidar com estas duas circunstâncias por si mesmo, sem precisar necessariamente ser regido pelo dia e pela noite - de dia fora da caverna e de noite, dentro da caverna para viver seu longo dia de vida a cada dia, a cada noite.....

A noite interior, com a lua e as estrelas, pôde então ser observada exteriormente porque agora existe a fogueira que traz o calor e afasta os animais indesejáveis. O homem pôde sair de sua caverna à noite.

Existe, então, uma inversão de valores: a caverna, que significa a noite interior, o inconsciente, recebe a tocha do fogo – o sol, a luz do fogo. E a noite real fora da caverna - noite com seu manto de estrelas e lua -, recebe a fogueira do sol, do consciente, da compreensão, do saber, dos curiosos olhos dos homens de outrora.

A interligação entre o inconsciente e o consciente começa verdadeiramente a partir da descoberta do fogo.

Agora, em sua meditação, você pode perceber esse sentimento do homem vivendo sem o fogo e do homem vivendo com o fogo. Deixe-se levar por esses sentimentos tão ambíguos, tão dicotômicos, tão avassaladores.... quem sabe agora você poderá se encontrar com Prometeu.

Você se lembra de Prometeu, não é verdade? Ele é o herói mítico que roubou o fogo dos deuses e presenteou-o aos homens e que, por isso foi punido, acorrentado a uma pedra, tendo seu fígado devorado por um abutre durante o dia e recuperado durante a noite, num processo sem fim, interminável, até que finalmente foi libertado por Hércules que havia negociado com Júpiter a troca da imortalidade de Prometeu com Quíron, o centauro mestre e sábio, porém terrivelmente dolorido em sua ferida no tornozelo. Quíron foi então levado para as estrelas, lá formando a constelação do Sagitário ou quem sabe, a constelação do Centauro que rodeia nosso Cruzeiro do Sul... e Prometeu, liberado de sua punição, tornou-se imortal - imortalizado pela raça humana que, por seu presente do fogo, tornou-se poderosa.

O fogo, que apenas pertencia aos deuses como triunfo e glória de seu poder e sabedoria, foi, através de Prometeu, definitivamente passado aos homens, que o adotaram também como símbolo de poder, sabedoria e sobrevivência e mais ainda, de independência da subjugação aos deuses, levando-os a assumirem sua busca para se tornarem heróis. Foi o início da jornada dos heróis. O herói é aquele que procura seu lugar de semideus dentro de sua jornada de encarnação, sua Samsara, sua Roda da Vida. Seu lugar de semideus é seu lugar de Homem que adquiriu sua consciência, que vivencia sua mente, que expande seu universo a partir de sua busca de compreensão desse mesmo universo. O homem é aquele que procura – e encontra – a expansão de sua consciência. O Homem é aquele que vivencia sua vida na busca da expansão infinita e ilimitada de sua consciência e nela habita.
......................................................

Respire fundo, bem fundo, inspire o ar ainda impregnado por essa visão mágica dos primórdios da astronomia, do encantamento dos rituais religiosos, pela inefável presença dos bons fluidos do templo-astrônomico de Stonehenge, da boa energia que os céus nos trazem....

Vagarosamente, vá retornando ao lugar em que você se encontra nesse momento - no gramado debaixo de algumas mangueiras e diante da ponte do grande lago, no Sítio das Estrelas..., vá abrindo sua escuta para os barulhinhos que o rodeiam, vá abrindo seu coração para saudar o tempo e o espaço de aqui-e-agora, vá abrindo seus olhos para o mundo de hoje.... porém deixando para sempre em seu coração gravados algumas das cenas e bastante do conhecimento que compartilhamos nessa nossa meditação em imaginação ativa.
.........................

Bem, penso que estamos prontos, então, para compreendermos melhor sobre algumas questões não tão simples de serem entendidas se apenas as olharmos sob o ponto de vista mais racional advindo de nosso cérebro em seu lado esquerdo.  Foi exatamente por essa causa, caro Amigo das Estrelas, que eu trouxe a você o texto acima, praticamente uma meditação ativa, não é verdade?

A compreensão racional advinda do lado esquerdo do nosso cérebro não exatamente funciona a seu inteiro vapor, digamos assim, em tempos muito remotos.  A meu ver, teria sido a compreensão mais intuitiva, digamos assim, advinda do lado direito do cérebro, que perfazia a mente dos povos bem antigos, assim como descrevi no texto acima.

Suas percepções de compreensão acerca o mundo que acontecia ao seu redor lhes  aconteciam primeiramente a partir de uma compreensão ainda muda, ainda um tanto sem qualquer sentido, apenas um sentimento, uma intuição, um não-sei-o-quê de percepção simples e primordial.

Eu penso que o consciente ainda era um reservatório imenso porém contendo apenas algumas poucas questões - assim como se fosse, por exemplo, um imenso tanque de navio carregador de petróleo, contendo apenas dois litros de petróleo, depois três, depois dez, depois cinqüenta, depois cem....

À medida que o homem foi desenvolvendo sua mente, os conhecimentos que já moravam em seu consciente, iam sendo passados dos mais idosos para os mais jovens  - a partir do desenvolvimento de sua linguagem, naturalmente.

..................................................... (A continuidade deste Texto encontra-se no original do Capítulo 2)


 (Em Tempo:  mais à frente, neste Trabalho, o leitor encontrará o Texto por mim traduzido Quem Herdará o Universo?, onde o autor comenta sobre o desenvolvimento da mente e a formação das Civilizações, não somente no Planeta natal mas também na evasão do homem à procura de outros lugares para viver, tanto em seu próprio Sistema Solar como em outros sistemas - e tudo isso gerado a partir de que tipo de energia o homem usa para sua sobrevivência.)

No entanto - ainda seguindo nesse fio de pensamento -, pelo fato de que o Tempo existe entrelaçado ao Espaço, isto é, Tempo e Espaço vão se ampliando conjuntamente, possivelmente num processo (quase) infinito, ao mesmo tempo em que eu e você possuímos, cada um de nós, um Inconsciente Pessoal aliançado ao Inconsciente Coletivo já vivente desde sempre..., estes mesmos Inconscientes Pessoal e Coletivo nossos nos são vivenciados  como se fossem algo que nos é apresentado nesse nosso aqui-e-agora, nessa nossa vida de encarnação atual!

(Em Tempo: mais à frente, neste Trabalho, o leitor encontrará o Texto por mim traduzido As Idades do Universo, onde o autor comenta sobre os três tipos de Universo e sobre qual tipo de universo vivenciamos: o fechado, o plano ou o aberto.

"De uma maneira geral, a ciência hoje nos leva a tendermos a acreditar que nosso universo seja o "aberto", ou seja, em sua infinita expansão nos traria a possibilidade de traçarmos todo seu destino, desde seu nascimento até sua morte (aparente)... desde que tal universo teria acesso a um tempo infinito - diferente dos dois outros tipos de universo (mesmo que muitos cientistas ainda aceitem o universo plano, em perfeito balanceamento entre massa e energia e gravidade próprias).")
............

Vivemos num Sistema Solar onde o Sol possui cerca de 5 bilhões de anos... enquanto nosso Universo possui quase 14 bilhões de anos (13.7  bilhões, para sermos mais exatos).  Ou seja, nosso Sol é resultante de poeira de estrelas que já nasceram, viveram e morreram em explosão intensa!  No entanto, se olharmos hoje através nossos potentes telescópios, poderemos ver nosso passado, ainda infante diante de nossos olhos de aqui-e-agora: essa é a Simultaneidade do Universo.

Em Tempo: mais à frente, neste Trabalho, o leitor encontrará os Textos por mim traduzidos, Somos Poeira de Estrelas e o Tempo de Viagem da Luz das Estrelas, onde os respectivos autores  comentam:

Em Somos Poeira de Estrelas: “Entre todas as descobertas astronômicas do século vinte, a mais bela e poética também é uma das mais profundas: praticamente todos os elementos da Terra e em nossos corpos foram forjados pelas estrelas da Via Láctea. Portanto, cada ser humano deve sua vida à forjaria das estrelas da Galáxia.  Somos herdeiros das antigas estrelas.  Somos poeira de estrelas.”

Em O Tempo de Viagem da Luz das Estrelas: "É estranho imaginarmos que quando olhamos para o céu noturno estamos, na verdade, olhando para o passado longínquo; cada estrela que aparece não é como a vemos agora e sim como ela era cerca de centenas ou mesmo milhares de anos atrás. Em alguns casos olhamos para estrelas que enviarem suas luzes quando o homem ainda vivia nas cavernas. Cada estrela é uma pedaço de nossa história.”

O fato de que nosso Inconsciente Pessoal é atrelado ao Inconsciente Coletivo e tudo isso vem até nossa Consciência Pessoal para se tornar Consciência Coletiva.... - essa constatação, essa certeza -, nos leva a crer que, mesmo com a constante mutação sempre acontecendo dentro da vida do nosso universo em seu aparente processo de infinitude, existe o conceito da Simultaneidade do universo e este conceito é a base estrutural de um outro conceito ainda anterior: a relação céu e terra, apresentada sob a Lei Assim como no Céu, é na Terra, ou seja, a Sincronicidade!



Uma Conversa
sobre
Astronomia e Astrologia, 
suas Semelhanças e suas Diferenças
em um Zigurate moderno: 
O Sítio das Estrelas

Personagens:  Três Caminhantes do Céu e da Terra: dois estudiosos das ciências dos céus estrelados, um, da Astronomia, e outro, da Astrologia;  e eu, Janine, guardiã do Sítio das Estrelas.

Hora:  ao cair da noite, depois do jantar (na roça, sempre a refeição noturna acontece cedo).

Mês:  abril, quando as chuvas começam a ir embora e o tempo seco permite que vejamos um céu mais escuro e transparente trazendo um cintilar mais intenso das estrelas e uma luz mais nítida dos planetas.

Cenário:  o deck de madeira diante do grande lago, no Sítio das Estrelas, nosso lugar favorito para nos deixar envolver pelo manto do céu estrelado.


Caminhantes estudiosos de Astronomia e de Astrologia:  Janine, por que você veio morar assim tão distante dos grandes centros urbanos?

Janine:  Quando eu pensei em me afastar da cidade grande, do Rio de Janeiro, meu desejo era o de morar sob as estrelas, num lugar onde eu pudesse sempre estar comungando com suas luzes e com suas (quase) eternidades... E logo ao chegar a este pedacinho de terra, o nome Sítio das Estrelas me veio de imediato à mente.  No Sítio das Estrelas existe, antes de mais nada e principalmente, um grande amor pelas estrelas. Estrelas do céu e estrelas do coração. Se assim não fosse, este não seria seu nome!

Caminhante estudioso de Astronomia:  Realmente é um belo lugar.  E aqui posso ver muitas estrelas que certamente não se apresentam em lugares com poluição das luzes da cidade.

Janine:  É verdade.  O Sítio das Estrelas é um lugar bastante apropriado para se olhar o céu estrelado. Aqui podemos ver a olho nú as duas Nuvens de Magalhães, a Cabeleira de Berenice, A Colmeia de Abelhas (M-44) ou Presépio, a Caixinha de Jóias, A Espada do Órion (M-42).... e com boa insistência e sabedores do lugar exato, podemos apreciar a luz difusa de Ômega Centauri!

Também podemos acompanhar alguns serpenteados nos céus: o rio Eridanus começando bem ao sul e terminando aos pés do Gigante e Caçador Órion; a Hydra com sua cabeça triangular começando bem próxima ao Presépio e caminhando delicadamente, delineando, algumas constelações como a Taça, o Corvo, a Virgem, indo se esconder na Balança... Felicidade indescritível também é podermos nadar junto aos dois Peixes em seu mar celeste após termos quase que surfado nas ondas marolantes das estrelinhas tímidas e em zig-zag do Aquário, o Aguadeiro, advindos do Capricórnio que mais parece uma fraldinha de nenê... Infelizmente não dá para ver, a olho nú, Andrômeda - a galáxia mais próxima à nossa Via Láctea, ambas fazendo parte do chamado Grupo Local -,  porque para os lados do norte e noroeste situam-se as cidades de Mar de Hespanha, onde estamos e Juiz de Fora, mais ao longe.

Bem, para o Caminhante que entende um pouquinho do céu estrelado, os nomes acima mencionados evocam emoção, estremecimento e felicidade: ver tudo isso a olho nú significa que o céu desse lugar é bem escuro e transparente..... Para o leigo, tudo isso significa o tanto que podemos ainda aprender juntos!

Caminhante estudioso de Astronomia:  Que maravilha!  E neste pedaço do Brasil, as estações de inverno seco e de verão chuvoso são bem definidas, não é verdade?  Você saberia me dar as indicações do posicionamento terrestre do Sítio das Estrelas?

Janine:  Certamente: Latitude 21s52 e Longitude 42w49.  A proximidade com o Trópico de Capricórnio se faz bem notar quando do Solstício do Verão, um tantinho antes do Natal, quando exatamente ao meio-dia (descontado o horário de verão, é claro), podemos ver o Sol perfeitamente se encaixando no verdadeiro zênite, no meio do céu, e portanto, não trazendo qualquer sombra!  Sempre observo esta realidade possível apenas em lugares próximos aos Trópicos, bem como em lugares próximos à linha do Equador, quando nos Equinócios de Primavera e de Verão.

A verdade é que, um dia, eu pretendo construir um pequeno Stonehenge aqui no Sítio, num lugarzinho que já tenho em mente, onde poderemos ter uma bela e ampla visão do céu estrelado e onde poderei montar pedras indicativas do andamento do Sol ao longo do ano, marcando Solstícios e Equinócios.  Penso também em montar um escala mínima possível para apresentar o Sol e o posicionamento dos Planetas que conhecemos....  mas veja, em se tratando de Plutão e dos possíveis Transplutonianos a serem ainda descobertos, não penso que o Sítio das Estrelas possua extensão de terras suficiente para serem estas pedras colhidas em nosso território, teríamos que avançar nas terras vizinhas!

Caminhante estudioso de Astrologia:  O que podemos ver nesses tempos de céu de Outono, agora em abril?

Janine:  Bem, março se foi, levando consigo as chuvas de verão, tempo bendito das águas benditas.  E com as chuvas também desapareceram  no céu estrelado os mares onde a Baleia Cetus e os Peixes nadam vigorosamente... O Cavalo Alado Pegasus colado à constelação de Andrômeda (que acolhe a galáxia com o mesmo nome) também já não podem mais serem vistos, engolidos pelo horizonte oeste.  Ao mesmo tempo, em linha direta mais ao sul, penso ainda ser possível vermos as duas Nuvens de Magalhães (Aqui na roça, um antigo caseiro meu, as chamava de as Mulas do Presépio! Pobre Fernão de Magalhães que nos perdoe!), galáxias que também pertencem ao chamado Grupo Local, juntamente com Andrômeda e com a nossa tão conhecida Via Láctea!

Ao olharmos agora para o horizonte oeste, lugar do poente do Sol, com sorte ainda poderemos observas as duas estrelas ponteadoras de Áries, Alpha e Beta Arietis, Hamal e Scheratan - que podem ser compreendidas também dentro das chamadas Estrelas Fixas, na Astrologia:

Scheratan – 03:46 Touro – Beta Arietis – A Pérola Branca
Hamal - 07:18 Touro – Alpha Arietis – A Ovelha
To follow one's own path. Seguir seu próprio caminho. Um pensador independente, uma força vigorosa.

Neste momento, o Caminhante estudioso de Astrologia interrompeu Janine:  Mas..., você está me dizendo que estas duas estrelas pertencem à constelação de Áries... porém eu tenho certeza de que já li, em algum lugar, que Hamal é a Estrela Fixa para os graus primeiros de Touro, para os nascidos no final do mês de abril!

O Caminhante estudioso de Astronomia mantinha-se calado, apenas ouvindo e escutando, mal compreendendo o teor do questionamento do Caminhante estudioso de Astrologia.  Janine riu-se e respondeu:  Veja você, é exatamente por esta razão que aqui estamos, conversando acerca as semelhanças e as diferenças entre a Astronomia e a Astrologia:  em função da Precessão dos Equinócios - um terceiro movimento realizado entre Terra e Sol -, você acabou trazendo à tona a grande questão entre astrônomos e astrólogos!

Nosso amigo Caminhante estudioso da Astronomia poderá nos explicar melhor acerca os Três Movimentos entre Terra e Sol - porém, antes disso, eu gostaria de salientar o fato de que a Astronomia sempre vai levar em conta o andamento real e objetivo dos objetos celestes todos dentro de seu ponto de vista científico, físico e plenamente materializado a partir da mente estabelecida a partir do lado esquerdo do cérebro, o lado racional.

No entanto, estas questões não farão parte do menu de compreensão da Astrologia!  Em primeiro lugar, a Astrologia vai sempre estar usando as Efemérides compostas pela Astronomia, sim, são perfeitas e corretas, extremamente confiáveis, mas - para que façam parte dos alfarrábios de consulta e de estruturação do céu da Astrologia - não levam em consideração a Precessão dos Equinócios, ou seja, falam de um céu que possui uma defasagem de 23 graus a mais em relação ao céu real que estamos vendo agora, diante de nós!

E por que digo cerca de 23 graus a mais?  Porque o Movimento da Precessão dos Equinócios anda retrogradamente, ou seja, estamos dizendo adeus à Era de Peixes e estamos nos colocando no Hall de Entrada da Era de Aquário - que deverá entrar em cena apenas no miolo do próximo século, por volta do ano 2150:  o ponteiro que marca o real início do ano, o Equinócio da Primavera, ainda aponta para um dos dois rabos dos Peixes, num local do céu estrelado que realmente traz um enlaçamento intenso entre as estrelinhas tímidas desta Constelação com as estrelinhas mais tímidas ainda do Aguadeiro, o Aquário.

Voltando à Astrologia:  esta ciência subjetiva das estrelas pressupõe que tudo sempre começa em 00 de Áries, faça chuva ou faça sol, com ou sem precessão de equinócios, etc. e tal.  Não importa.  E por que não importa?  Porque a Astrologia trabalha o Arquétipo do Começo de todos os Ciclos e o Símbolo que representa, que traz a imagem do Começo de todos os Ciclos é sempre Áries, não é verdade?

A maior semelhança entre a Astronomia e a Astrologia é que ambas as ciências trabalham os céus estrelados.  A maior diferença entre a Astronomia e a Astrologia é que ambas as ciências trabalham esses mesmos céus estrelados sob pontos de vista diferentes porém não opostos entre si, apenas  holisticamente entrelaçados, eu diria.  Ou seja, a Astronomia se compreende enquanto ciência física e a Astrologia se compreende enquanto ciência metafísica: ambas são ciências, apenas que uma vai estar sempre se estruturando sobre o lado esquerdo do cérebro, racional e físico; e a outra vai estar sempre se estruturando sobre o lado direito do cérebro, o intuitivo e sensitivo,  chamado de metafísico, suprafísico, além do físico.

Por tudo isso e simplesmente por quase nada de tudo isso, eu diria que é bem mais difícil para os astrônomos compreenderem e/ou aceitarem a Astrologia do que para os astrólogos compreenderem e/ou aceitarem a Astronomia!  E se afirmo isso, é por causa do fato de que o cérebro direito tem mais propensão para acolher o holismo, a fusão da física com a metafísica, do que o cérebro esquerdo, bem mais racional e prático e dois-mais-dois, quatro, digamos assim.

Apenas que..., vejo que existem pré-conceitos de ambas as partes, tanto em astrônomos quanto em astrólogos, indiferentemente.  E por que isso acontece?  A meu ver, por submissão a padrões culturais impostos à Sociedade, como um todo.  Mas tudo isso é apenas temporário, modismos próprios da duração, não da constância. 

O holismo é algo que não faz parte tão somente do  pensamento utópico de uma Sociedade do Futuro, assim como se pensa hoje, e que deve ser construído a partir da fusão entre a física e a metafísica de hoje orientadas para o futuro.  É certo que o holismo tenha que ser construído, sim, pois que a mente enredada em pré-conceitos ditados pelo pensamento imposto a nós socialmente, enquanto Poder subjugador, acaba trazendo a separatividade dos conceitos todos - enquanto, na verdade, os conceitos todos podem ser fusionados: dizem que todos os caminhos levam à Meca.  Existe somente um Deus, uma Mente Cósmica, uma Suprema Consciência, o Uno, o Absoluto, o Tao.  No entanto, existem vários nomes para nomear algo que é não somente singular em si mesmo como também é anterior à qualquer singularidade e que não pode ser nomeado, que não existe linguagem que possa falar sobre o Mundo da Não-Manifestação!

A meu ver, podemos compreender duas formas de o holismo ser exercido: aquela que fez parte de um passado da humanidade até os primórdios dos tempos modernos - quando os pensadores elegeram a racionalidade como a rainha do uso da mente -, e aquela que pode ser construída a partir de hoje, sendo orientada para o futuro, porém sem deixar de lado aquele holismo que foi realizado no passado, de forma natural, essencial.

Pasmem vocês:  Kepler, aquele que escreveu sobre as três leis fundamentais da natureza, também pagava suas contas através seus trabalhos em Astrologia!  Dizem que Newton, o pai da matemática, não somente acredita na astrologia como também a defendia galhardamente!  Pois bem: em termos de tempo de existência da humanidade, as vidas de Kepler e de Newton aconteceram ontem, recentemente, não é verdade?  É por esta razão que eu digo: esta questão de separatividade tão intensa entre as ciências - todos esses pré-conceitos entre as ciências físicas e as ciências metafísicas - tudo isso tende a cair por terra e a mostrar que tem sido apenas, que foi apenas, um momento dentro do pensamento da humanidade, momento este que esteve se preparando para se desestruturar inteiramente e ser re-estruturado dentro de um pensamento mais holista, preparando os povos para se integrarem naquilo que poderá vir a ser o real tempo da Era de Aquário, em suas intenções primordiais de liberdade, igualdade e fraternidade....  Certamente, a humanidade ainda deverá passar por um certo Revirão de Vida de forma a poder engrenar seus passos dentro destes conceitos ainda não compreendidos e menos ainda vivenciados hoje em dia.
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Voltando às questões das diferenças e das semelhanças entre Astrologia e Astronomia:

As efemérides astrológicas vão ainda estar falando de um céu que existiu – como se fosse o céu de hoje – porém sendo, na realidade, o céu de cerca dois mil anos atrás..... Esse é um ponto absolutamente crucial de divergência entre astrólogos e astrônomos...

Minha posição em relação a isso é simples: para mim, a meu ver e de acordo com minha experiência de trabalho em meu consultório de conselheira astrológica e em minhas observações de vida é que: a astrologia funciona! E certamente a astrologia funciona porque sempre estará trabalhando com o conceito da sincronicidade: assim como no céu, é na terra!

A astronomia identifica o céu como ele se apresenta, o significado, e a astrologia identifica o céu como uma linguagem, o significante. A astronomia identifica o céu objetivamente e a astrologia identifica o céu subjetivamente. Particularmente, gosto de ambas as ciências... simplesmente porque acredito firmemente que tudo, tudo, está escrito nas estrelas!

Os Caminhantes estudiosos de Astronomia e de Astrologia escutavam Janine em silêncio, meditativos, interiorizados mas ao mesmo tempo, olhando sempre os céus estrelados, procurando entendê-los dentro de suas próprias mentes atuando mais para um lado do cérebro do que do outro e buscando a fusão de ambos, sem dúvida alguma.

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Um Exemplo Prático
Acerca meu Trabalho de Entrelaçamento
Entre Astronomia e Astrologia


Nos textos abaixo, extraídos da Edição de Setembro de 2007 do Jornal do Caminhante, inteiramente escrito por mim, Janine Milward, você encontrará as informações todas sob o ponto de vista da astronomia e da mecânica celeste, de forma bem simples, dirigida para os simples amantes dos céus, para leigos ou iniciantes do caminho das estrelas e para os estudiosos da interação entre Astronomia e Astrologia!

Sendo assim, eu aconselharia você, caro Amigo das Estrelas, a unir, aliar, juntar seus alfarrábios de efemérides astrológicas e ir seguindo meus textos para melhor identificar as diferenças e as semelhanças entre a astrologia e a astronomia.  Não se esqueça que devido à Precessão dos Equinócios, existe um acréscimo de cerca de + 23 graus à frente dentro do ponto de vista da astrologia. 

Por exemplo, estaremos comentando que o Planeta Júpiter pode ser observado transitando pelo coração do Escorpião, ao lado da estrela alfa Antares... no entanto, segundo as efemérides astrológicas para o mês de setembro de 2007, Júpiter se posiciona entre os graus 10 e 14 de Sagitário!

Da mesma forma, o quanto você puder ir acompanhando o andamento da Lua nos céus estrelados e ao longo das doze constelações do Zodíaco, será benéfico para seus estudos de interação entre signos e constelações, bem como para seu aprendizado inicial acerca das estrelas mais proeminentes que podem ser vistas nas grandes cidades.

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O Caminho do Sol

Aparentemente, o Sol vai perfazendo seu caminho ao longo de sua senda, chamada Eclíptica, contra o pano de fundo das estrelinhas que formam as constelações que em seu grupo são denominadas de Zodíaco, ou Roda de Animais (isso porque, em sua grande maioria, essas constelações são nomeadas a partir de sua semelhança com alguns animais – exceção feita para Aquário, Balança e Gêmeos).

É preciso que o Caminhante saiba, no entanto, que esse caminho que o Sol realiza ao longo do ano é apenas aparente: a verdade é que é a nossa Terra que vai girando em torno do Sol e em função de seu movimento de precessão de equinócio, vai traçando esse mesmo caminho. Através das Eras, o caminho da Eclíptica vai sofrendo algumas pequenas mudanças.

Janeiro
É tempo de Perihélio, quando a Terra e o Sol encontram-se em sua menor distância um em relação ao outro, no primeiro dia do ano de 2005.

O Sol começa o mês passando bastante próximo à estrela Nunki, do Sagitário, tendo a belíssima Coroa Austral ao sul. Esse é um lugar muito bonito do céu porque fica sempre recheado de estrelas, formando mesmo nuvens esbranquiçadas, como se fossem leite derramado.... é a Via Láctea sendo cruzada por nosso astro-rei, nossa estrela mais próxima desde a segunda quinzena de dezembro até o dia 10 de janeiro.

Daí em diante, o Sol aponta seu andamento em direção à constelação do Capricórnio aonde visitará as tres estrelinhas bem visíveis da entrada um pouquinho depois do dia 25.
O Sol termina o mês de janeiro já bem centralizado em Capricórnio.

Fevereiro
Nos primeiros dias de fevereiro, o Sol encerra sua passagem pelo Capricórnio. Entre os dias 10 e 15, o Sol trafega pela divisa de Capricórnio com seu vizinho Aquário. De agora em diante, até o final do mês de fevereiro, o Sol pega carona entre as estrelinhas fugidias e marolantes do Aguadeiro.

Março
Em março, o Sol ainda encontra-se misturado às estrelas do Aquário que apenas podem ser bem vistas em locais de céus escuros e transparentes, assim como no Sítio das Estrelas! Ao sul, a estrela Fomalhaut brilha intensamente apresentando sua constelação, o Peixes Austral. Do dia 15 em diante, o Sol passa a ter a companhia de uma das cabeças da constelação dos Peixes. No dia 21, o Sol cruza o ponto vernal onde a Eclíptica e o Equador se encontram celestialmente. O Sol continua seu caminho, agora apontando para o corpo de um dos Peixes, encaminhando-se em direção à sua cauda, tendo Cetus, a Baleia, nadando vigorosamente, ao sul, ainda mais ao norte dos Peixes, o grande quadrado das estrelas maiores do cavalo alado Pégaso também acompanha o andamento do Sol, apenas que voando....

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Um Passeio pelo Céu Noturno

Breve roteiro de viagem celeste
para os tempos do Outono, Inverno, Primavera e Verão
no Sítio das Estrelas
Latitude 21s52 e da Longitude 42w49 – céu do anoitecer

O Sítio das Estrelas é um lugar bastante apropriado para se olhar o céu estrelado. Aqui podemos ver a olho nú as duas Nuvens de Magalhães, a Cabeleira de Berenice, A Colmeia de Abelhas (M-44) ou Presépio, a Caixinha de Jóias, A Espada do Órion (M-42).... Também podemos acompanhar alguns serpenteados nos céus: o rio Eridanus começando bem ao sul e terminando aos pés do Gigante e Caçador Órion; a Hydra com sua cabeça triangular começando bem próxima ao Presépio e caminhando delicadamente, delineando, algumas constelações como a Taça, o Corvo, a Virgem, indo se esconder na Balança... Felicidade indescritível também é podermos nadar junto aos dois Peixes em seu mar celeste após termos quase que surfado nas ondas marolantes das estrelinhas tímidas e em zig-zag do Aquário, o Aguadeiro, advindos do Capricórnio que mais parece uma fraldinha de nenê... Infelizmente não dá para ver Andrômeda, a galáxia, a olho nu porque para os lados do norte e noroeste situa-se a cidade de Mar de Hespanha....

Bem, caro Caminhante, para o leitor que entende um pouquinho do céu estrelado, os nomes acima mencionados evocam emoção, estremecimento e felicidade: ver tudo isso a olho nú significa que o céu desse lugar é bem escuro e transparente..... Para o leigo, tudo isso significa o tanto que podemos ainda aprender juntos, realizando um verdadeiro Passeio pelo Céu Noturno do Sítio das Estrelas!

O Céu do Outono

Quando o outono chega, as chuvas do verão vão escasseando de tal forma até se tornarem apenas uma lembrança... As noites voltam a mostrar suas estrelas em céu sem nuvens e o ar bem mais seco permite que suas luzes fiquem bem mais brilhantes e piscantes contra o pano de fundo da escuridão da abóbada celeste. Por que não aproveitarmos esses tempos de início seca do outono para observarmos o céu noturno, em belo passeio?

Ao começar nosso tour celeste, nestes dias de março, podemos ainda bem observar o adeus dos mares aonde a Baleia Cetus e os Peixes nadam vigorosamente... Também já nos despedimos do grande quadrado do cavalo alado Pégasus colado à constelação de Andrômeda e entre ambos, a luz fugidia a olho nú da Galáxia com o nome da donzela que se apresenta maravilhosamente a nossos olhos revestidos com um simples par de binóculos e melhor ainda, através das lentes do telescópio.

Olhando em linha quase reta para o sul, poderemos ainda ver a Pequena Nuvem já quase caindo no oeste enquanto a Grande Nuvem de Magalhães ainda a acompanha de longe, permanecendo um pouco mais de tempo nos céus. Aqui na roça, um antigo caseiro meu, as chamava de as Mulas do Presépio! Pobre Fernão de Magalhães que nos perdoe!

Quando o céu escurece por todo, já também o Carneiro, Áries, já se coloca em posição de caída no horizonte oeste, levando consigo, mais ao norte, o herói Perseus que caminha juntamente com aquelas que nos chamam a atenção e nos trazem seus suspiros: as Plêiades que sempre me parecem um tercinho, um rosário.... por que não contá-las? Quatro, cinco, seis, sete.... doze....?

Estamos entrando, então, nos campos aonde o Touro pasta... e encontramos Aldebarã, o Olho do Touro - como é avermelhada, esta gigante.... será que algum dia poderemos vê-la explodindo em supernova? E as Hyades, não parecem uma arvorezinha de natal? Visto do sul, o Touro fica de cabeça para baixo...

Já quase caindo no oeste e bem mais ao sul de Cetus, ainda nos atrai a beleza de Achernar, o começo (ou o fim) do Rio Eridanus. O Eridanus corre sinuoso e tímido através dos céus até se encontrar com Rigel, o pé do Gigante Órion. Esse Rio tão belo pode apenas ser observado em céus escuros e transparentes, longe das luzes urbanas... assim como no Sítio das Estrelas.

Órion é reconhecidamente uma das mais belas constelação do céu estrelado. Seu Cinturão, as chamadas Três Marias (Alnilan, Mintaka e Alnitak), carregam a linha do equador celeste, ou seja, ao vermos o Gigante, podemos distinguir aquilo que pertence mais ao norte e aquilo que pertence mais ao sul.

Nesse momento de preciosa escuridão, por que não divisarmos todos os detalhes da figura do Gigante poderoso dos céus? Adoro ver seu Escudo, desafiadoramente enfrentando o Olho do Touro, Aldebarã. Sua cabeça é simples porém seus ombros trazem duas preciosidades: Belatrix e Betelgeuse. Porém, o melhor de Órion pode ser divisado a olho nú, apreciado através de binóculos e sonhado através de bons telescópios: M42, seu berço de estrelas, parte da Espada do Gigante Caçador dos céus.

Não podemos nos esquecer que os Cães seguem o Gigante Órion em suas caçadas: O Cão Maior e o Cão Menor. Sírius, a mais bela e mais brilhante do céu, é sem dúvida, sempre esperada com ansiedade. Ainda no Cão Maior, binóculos podem ajudar no achado de chumaços simpáticos de estrelas. Procyon, do Cão Menor, vem sempre junto a Sírius, porém um pouco atrás, como se fosse uma dama de companhia.

Uma estrela pisca bem ao norte... quem será? É Capela, do Cocheiro! Realmente, esta estrela sempre nos chama a atenção pois que se encontra num lugar do céu do norte pouco habitado por grandes luzes.
....................................................................................   (a continuidade deste Texto aparece no original do Capítulo 2)



Somos Poeira de Estrelas
(Texto  extraído de Revista de Astronomia e traduzido por Janine)

Entre todas as descobertas astronômicas do século vinte, a mais bela e poética também é uma das mais profundas: praticamente todos os elementos da Terra e em nossos corpos foram forjados pelas estrelas da Via Láctea. Portanto, cada ser humano deve sua vida à forjaria das estrelas da Galáxia.

Uma Idéia Radical

Há cerca de cinqüenta anos, não somente esta idéia era considerada radical como também absurda. Como poderiam as estrelas ter algo a ver com os elementos da Terra? Naquele tempo, muitos cientistas pensavam que cada elemento, desde o hidrogênio ao urânio, tinham surgido durante o nascimento cataclísmico do Universo, ao qual os astrônomos hoje denominam de big bang. Se isso fosse assim, então todas as estrelas deveriam possuir mais ou menos a mesma composição em suas superfícies, desde que todas teriam sido formadas da mesma mistura de elementos contidos a partir do big bang. Esse pensamento é devido ao fato de que normalmente a superfície de uma estrela reflete a composição do material do qual ela nasceu e não muda muito durante o tempo de sua existência.

Porém, em 1951, astrônomos assombraram seus colegas ao reportarem que duas estrelas pertencentes ao halo populacional de nossa Galáxia tinham menos cálcio e ferro do que o Sol. As estrelas dentro do halo da galáxia são antigas, e o fato de possuírem pouco metal significava que a Galáxia em seu inicio possuía apenas uma pequena quantidade de cálcio e de ferro. Desde aquela época antiga, o suprimento de elementos pesados aumentou enormemente, de forma que a Via Láctea, através de suas estrelas, deve ser o verdadeiro criador dos elementos pesados.

No entanto, essa descoberta quase deixou de ser publicada porque naquela época os astrônomos pensavam que todas as estrelas tinham a mesma composição química.

Elementos Reciclados

Para os astrônomos que apreciaram o trabalho sobre essas duas estrelas "diferentes", a questão estava clara: porque antigas estrelas possuíam menos elementos pesados do que as estrelas mais jovens, a Via Láctea se tornara-se cada vez mais enriquecida com os elementos pesados ao longo de sua vida. As estrelas da Galáxia estavam forjando elementos pesados como cálcio e ferro. E quando estas estrelas morriam, elas ejetavam os elementos pesados espaço afóra. Alguns desses elementos encontraram e enriqueceram as nuvens interestelares de gás e poeira que deram nascimento às novas estrelas e planetas, os quais herdaram os elementos para si mesmos.

A culminação desta idéia ocorreu in 1957 quando se provava esse conceito sem qualquer dúvida e explicava porque alguns elementos, como oxigênio, são comuns enquanto outros, como ouro, são raros. Como exemplos, tomemos o oxigênio e o ouro. Oxigênio é o terceiro elemento mais abundante no universo, depois de hidrogênio e hélio. E é comum, porque precisamente é produzido pelas reações nucleares que ocorrem durante a vida de muitas estrelas. Na verdade, quase no final da vida do nosso Sol, quando nossa estrela se tornar uma gigante vermelha, ele criará oxigênio a partir da fusão do carbono com o hélio.

Porém o ouro é oposto ao oxigênio. Ouro é raro: para cada átomo de ouro no cosmos, existem 130 milhões de átomos de oxigênio. Colocando isto em perspectiva, imaginemos que cada pessoa nos Estados Unidos representa ou oxigênio ou um átomo de ouro, e que seus números fossem refletir a quantidade desses dois elementos no cosmos: nesse caso praticamente cada americano seria oxigênio, somente dois seriam ouro....

Ouro é raro porque muitas estrelas não o produzem. Ao invés disso, o ouro surge somente quando uma estrela explode, o que causa neutrons chocarem-se com os elementos leves e formarem elementos pesados como o ouro e a platina. Porém tais explosões são raras, ocorrendo na Galáxia somente poucas vezes no século e também elas nem sempre produzem esse elemento precioso. Dessa forma, o ouro é raro.

Ferro e Oxigênio a partir das Supernovas

Da maneira como os astrônomos acreditam, o big bang teria criado apenas os elementos leves - inicialmente hidrogênio e hélio e um pouco de lítio - enquanto as estrelas produziram todo o resto. Hoje em dia, os astrônomos vêem ainda mais longe, apontando as formulas exatas através das quais os elementos diferentes surgem.
Por exemplo, em décadas recentes, astrônomos descobriram que o oxigênio é relativamente mais abundante em estrelas antigas mais do que outros elementos pesados, como o ferro. Estas estrelas antigas ainda possuem menos oxigênio do que nosso Sol, porém a quantidade não é assim tão mais baixa como se dizia antes, baseado na escassez de ferro nas estrelas.

Essa razão pode ser encontrada nos dois mais importantes tipos de supernova, uma que produz muito oxigênio, e outra que produz muita ferro. A maioria das supernovas acontece a partir de estrelas de grande massa e de curta vida como Spica em Virgem ou Antares em Escorpião. Durante suas vidas, estas estrelas criam muito oxigênio, ao qual elas ejetam quando explodem. Por causa de suas vidas curtas, estas estrelas começaram a explodir tão logo a galáxia estava ainda se formando, ejetando oxigênio na Via Láctea, e a estrelas que estavam sendo formadas naquele momento adquiriram este oxigênio. Como resultado, estas estrelas possuem uma relativa maior quantidade de oxigênio comparado ao outros elementos pesados, como ferro.

....................................................................................   (a continuidade deste Texto aparece no original do Capítulo 2)






O Tempo de Viagem da Luz das Estrelas
(Texto  extraído de Revista de Astronomia e traduzido por Janine)

É estranho imaginarmos que quando olhamos para o céu noturno estamos, na verdade, olhando para o passado longínquo; cada estrela que aparece não é como a vemos agora e sim como ela era cerca de centenas ou mesmo milhares de anos atrás. Em alguns casos olhamos para estrelas que enviarem suas luzes quando o homem ainda vivia nas cavernas. Cada estrela é uma pedaço de nossa história.

Distâncias Estelares

A razão pela qual a luz dessas estrelas leva tanto tempo para nos alcançar é devido à sua distância; até mesmo a distancia entre a Terra e a estrela mais próxima é imensa. se imaginarmos que o espaço entre a Terra e o Sol fosse reduzido a uma polegada, Júpiter estaria para além de quatro polegadas de distancia. Netuno estaria cerca de 29 polegadas de distancia e a próxima estrela, Próxima Centauri, estaria para além de quatro milhas de distancia.
Assim, devido à vastidão quase incompreensível de distancias entre nós e as estrelas, seria totalmente impraticável usarmos milhas ou quilômetros - até mesmo entre a Terra e o Sol cuja distancia é de 92.500.000 milhas. Dessa forma, os astrônomos usam o ano-luz para trabalhar as grandes dimensões do universo. Como a luz viaja 186.282 milhas por segundo, após um ano essa luz viajou bastante - 5.660.000.000.000 milhas.... Assim, distancia é medida em ano-luz.

Degraus de Tentativa

É tempo, então, de iniciarmos nossa jornada de volta no tempo, porém começaremos numa pequena viagem, por enquanto. Se houver uma outra pessoa na sala com você, sentada cerca de dez pés de distancia, então você a está vendo "agora" como se ela "fosse" uma centena de milionésimos de segundos atrás. Isto significa que esta pessoa parecerá um pouquinho mais jovem do que realmente é... porém essa pequena distancia não é passível de ser considerada...

Devemos, então, iniciar nosso real primeiro degrau de tentativa e olhar em direção ao Sol, nossa estrela mais próxima. Mesmo que o tempo de intervalo seja ainda mínimo, a luz demora oito e meio minutos para chegar até nós; tempo suficiente para fazermos uma chávena de chá e voltarmos para nossa poltrona antes do que o raio do sol que de lá saiu quando você começou a ler este artigo, atingisse a Terra.

A luz refletida que parte de Júpiter demora um pouco mais, cerca de três-quartos de hora; com Saturno, cerca de uma hora e vinte minutos; e com Plutão porque é bastante distante do Sol, sua luz refletida demora impressionantes cinco horas e quarenta minutos para nos alcançar na Terra.

Degraus adentrando o Passado

A próxima estrela mais perto de nosso sistema solar é Próxima Centauri, para além de quatro anos-luz de distância. Porém ainda quatro anos é relativamente um minúsculo degrau no passado em relação ao resto de nossa jornada.

Sírius, a estrela do Cão Maior, é a próxima estrela no céu e também o próximo notável degrau que nos leva ao passado. Sua luz deixou esta estrela em 1984 quando as Olimpíadas de Los Angeles eram a notícia do momento. Outra jóia do céu é a brilhante estrela Vega, a bela da Lira, cuja luz saiu quando a Inglaterra vencia a Copa do mundo de 1966. Quando o homem começou suas primeiras aventuras no espaço com a Sputnik em 1958, a luz do Arcturus que hoje vemos deixou esta estrela.

....................................................................................   (a continuidade deste Texto aparece no original do Capítulo 2)



As Idades do Universo
 (Texto  extraído de Revista de Astronomia e traduzido por Janine)

Se entendermos nosso universo tendo seu início a partir do Big-Bang, podemos contar sua história de nascimento, vida e morte... e provável renascimento a partir de seu suposto final... porque certamente muitos universos pipocam dentro daquilo que poderemos denominar de Multiverso ou Pluriverso.

"Antes de mais nada, é preciso partirmos do ponto de vista relativo ao tipo de universo em que estamos vivendo: universo fechado, universo plano ou universo aberto. O universo fechado prevê um colapso do universo em si mesmo. O universo aberto prevê um universo que expande infinitamente. O universo plano faz um balanceamento entre os universos fechado e aberto, ou seja, o universo se expandiria para sempre porém quase que imperceptivelmente, como se em algum momento, desse uma aparente parada.."

"De uma maneira geral, a ciência hoje nos leva a tendermos a acreditar que nosso universo seja o "aberto", ou seja, em sua infinita expansão nos traria a possibilidade de traçarmos todo seu destino, desde seu nascimento até sua morte (aparente)... desde que tal universo teria acesso a um tempo infinito - diferente dos dois outros tipos de universo (mesmo que muitos cientistas ainda aceitem o universo plano, em perfeito balanceamento entre massa e energia e gravidade próprias)."
...................

"Podemos hoje dizer que nosso universo possui entre 10 a 15 bilhões de anos.... Por incrível que nos pareça não é um longo tempo, ao contrário, se levarmos em consideração que existem ainda bilhões e bilhões de estrelas a nascerem, viverem e morrerem.... Até que chegará um momento no universo - possivelmente em 100 trilhões de anos à frente - quando todas as estrelas queimarão seu combustível e se transformarão em rochas congeladas, os buracos negros se evaporarão por completo e átomos solitários terão o tamanho de uma galáxia.... "

Não muito distante de nós, aliás bem perto, está nosso Sol que em cerca de 1 bilhão de anos esquentará de tal maneira que certamente tornará nossas vidas aqui na Terra - se é que ainda estaremos aqui - totalmente insuportável!

Dessa maneira, não é muito difícil tanto para os cientistas quanto para os leigos, compreenderem que tudo, tudo, no universo tem seu nascimento, sua vida e sua morte - até nosso próprio universo.
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Para falarmos sobre As Idades do Universo, partiremos do Big-Bang como marco zero, o primeiro passo de uma longa jornada.... Inicialmente, existe a pergunta: o que causou o Big-Bang? possivelmente, existiram e existem inúmeros Big-Bangs acontecendo ao longo do Multiverso. E a cada Big-Bang (possivelmente advindo de tempo-e-espaço anteriores) o universo que se inicia "corta" seu cordão umbilical com aquilo do qual adveio... Existem também vários fatores que fazem acontecer com sucesso um universo a partir de seu Big-Bang inicial - pois que existem universos que falham, que colapsam, antes mesmo de se tornarem universos a vir-a-ser. E existem outros universos que dão certo, que são bem sucedidos - como o nosso.

....................................................................................   (a continuidade deste Texto aparece no original do Capítulo 2)


Em seguimento, encontre os Títulos/Temas constantes em seus 22 Capítulos/Volumes
de Seu Livro de Vida :


SEU LIVRO DE VIDA
Astrologia da Alma e do Auto-Conhecimento
Obra em 22 Capítulos apresentados em 22 Volumes


Primeiro Tomo
Fundamentando Seu Livro de Vida
Capítulos de 1 a 6

Capítulo 1
O RISCO DO BORDADO
Apresentação da Obra Seu Livro de Vida, em 22 Capítulos
Alguns Conceitos Fundamentais acerca a Astrologia da Alma e do Auto-Conhecimento
Sobre o Trabalho dentro da Consultoria Astrológica e sobre as Ferramentas de Trabalho
Exemplo Prático de Escrita de SEU LIVRO DE VIDA, em sua íntegra


Capítulo 2
O CÉU ESTRELADO
Astronomia e Astrologia
suas Semelhanças e suas Diferenças
SIMULTANEIDADE E SINCRONICIDADE
Arquétipo, Linguagem, Inconscientes Pessoal e Coletivo,
Conscientes Pessoal e Coletivo, Imagens, Mitos e Símbolos
ESCLARECENDO ALGUMAS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS:
Uma conversa entre Caminhantes Estudiosos de Astronomia e de Astrologia e Janine,
em Zigurate moderno, o Sítio das Estrelas
Textos  vários sobre Cosmologia, Astronomia e Mecânica Celeste

Capítulo 3
A MANDALA ASTROLÓGICA
A representação da Terra - através o momento do evento em suas Latitude e Longitude - acolhendo todo o Risco do Bordado: Casas Astrológicas, Signos, Luminares, Planetas, Planetóides e Pontos
SIMULTANEIDADE E SINCRONICIDADE
Inconscientes Coletivo e Pessoal e Consciente: Arquétipo, Linguagem, Mitos e Símbolos
Os Primórdios da Compreensão sobre o Risco do Bordado acolhendo seu Baile dos Arquétipos

Capítulo 4
CASAS ASTROLÓGICAS, SIGNOS, LUMINARES, PLANETAS, PLANETÓIDES
No Grande Teatro da Vida, Cenários, Textos, Atores e Atrizes

Capítulo 5
ELEMENTOS, QUALIDADES E GÊNEROS
Fogo, Terra, Ar e Água - Começo, Meio e Fim - Yang e Yin

Capítulo 6
OS ASPECTOS
O Grande Baile dos Arquétipos em suas interações mais harmoniosas ou menos harmoniosas


Segundo Tomo
Desenvolvendo Seu Livro de Vida
Capítulos de 7 a 17

Capítulo 7
OS TRÂNSITOS
Redesenhamentos sendo acrescentados ao desenho primordial
de nosso Risco do Bordado e seu Baile de Arquétipos, em nossa vida

Capítulo 8
REVOLUÇÕES SOLARES E LUNARES
Redesenhamentos sendo acrescentados à nossa Vida
Em Ciclos Anuais e Mensais

Capítulo 9
As Interações entre Terra/Homem e Lua e Sol - Parte I
 As Fases da Lua e as Meditações de Lua Nova e de Lua Cheia
OS OITO TIPOS DE PERSONALIDADE
Luas da Alma, Ninhadas da Alma, Intenções da Alma
A PARTE DA FORTUNA, O PONTO DE ILUMINAÇÃO E A PARTE DO ESPÍRITO
 Os Eclipses Solares e Lunares

Capítulo 10
As Interações entre Terra/Homem e Lua e Sol - Parte II
O TREM DA VIDA
O DRAGÃO DOS CÉUS, CABEÇA E CAUDA - OS NÓDULOS LUNARES
Quem somos, de onde viemos e para onde vamos
Os Conceitos Fundamentais sobre a Astrologia da Alma

Capítulo 11
As Interações entre Terra/Homem e Lua e Sol - Parte III
O TREM DA VIDA
DRAGÃO DOS CÉUS -  NÓDULOS LUNARES
E SEUS CICLOS
Quem somos, de onde viemos e para onde vamos
Os Conceitos Fundamentais sobre a Astrologia da Alma

Capítulo 12
URANO E SEUS CICLOS
O Despertador da Consciência mais Ampliada que redesenha nossa vida a partir de cortes guilhotinais e inesperados.  A Revelação do Desejo de Encarnação, da Alma.

Capítulo 13
SATURNO E SEUS CICLOS
O Senhor do Tempo, do Umbral e do Karma

Capítulo 14
QUÍRON E SEUS CICLOS
O Curador Ferido e Mestre dos mestres

Capítulo 15
JÚPITER E SEUS CICLOS
O Dharma, o Deus dos Deuses e dos Homens, Benfeitor e Justiceiro

Capítulo 16
NETUNO E PLUTÃO E SEUS CICLOS
A Transcendência
 e a Metamorfose e Regeneração

Capítulo 17
A PROGRESSÃO
A eterna mutação acontecendo no Risco do Bordado,
trazendo os redesenhamentos em nosso Grande Teatro da Vida


Terceiro Tomo
Concluindo Seu Livro de Vida
Capítulos de 18 a 21

Capítulo 18
SINASTRIA E MAPA COMPOSTO
Compreensão mais Aprofundada acerca os Inter-Relacionamentos entre os Seres

Capítulo 19
ESTRELAS E CONSTELAÇÕES (FIXAS)  PROTETORAS
A Interação entre Astronomia e Astrologia
 através a Efetiva Vivência dos Mitos e Símbolos apreendidos através as luzes do céu noturno,
ao longo dos 360 graus da Mandala Astrológica

Capítulo 20
SÍMBOLOS SABIANOS
360 graus da Mandala Astrológica traduzidos em Verdades Universais

Capítulo 21
ARQUEOLOGIA DA ALMA
O Processo de Auto-Cura e de Aprofundamento do Auto-Conhecimento
 através a Expansão da Mente


Epílogo
Capítulo 22
A ESTRELA DE BELÉM
Minha contribuição pessoal para este Tema tão polêmico
Viajantes das Estrelas - fusão entre espiritualidade, astronomia e astrologia
Descrição Detalhada dos 22 Capítulos/Temas/Volumes constantes em Seu Livro de Vida


Quem Escreve SEU LIVRO DE VIDA:


Janine Milward nasceu em Nova Friburgo, RJ, num vale rodeado por belas e altas montanhas, no inverno do hemisfério sul, em 1950.

Já no Rio de Janeiro, enveredou através a Psicologia (infelizmente não concluída) e fundamentalmente, através a Psicanálise como trampolim para melhor entender a psiquê dos homens... quando conheceu mais de perto a Astrologia, estudando autodidatamente e tornando-se então, conselheira astrológica e professora dessa ciência.

Nesse meio tempo, também enveredou pela espiritualidade do Tao primordial, através a espiritualidade e os ensinamentos de Lao Tsé, o Mestre, transcrevendo as aulas gravadas por Wu Jyh Cherng.

Mais tarde, já em Petrópolis e depois, em Sapucaia, passou a intensificar seus estudos de astronomia, mecânica celeste e cosmologia bem como do Tao Primordial, escrevendo sobre o I Ching, o Livro das Mutações, e o Tao Te Ching, o Livro do Caminho e da Virtude.

Em 1998, Janine construiu suas raízes no Sitio das Estrelas. Nesse lugar, encontrou-se com o Tantra primordial através a espiritualidade e os ensinamentos de Srii Srii Anandamurti, O Mestre.

O Sítio das Estrelas é um Ashram, com Janine como Guardiã, e onde mora e trabalha e abre a porteira para receber os Caminhantes que desejam usufruir dos Retiros Espirituais e Encontros sobre os Temas acima mencionados e dos Trabalhos e Vivências em Espiritualidade e Prática na Meditação e em Imersão no Auto-Conhecimento.

Namaskar! Eu saúdo você com minha mente e com meu coração!


Saiba mais sobre os Trabalhos de Janine Milward 
acessando sua Página Principal:

http://paginadajanine.blogspot.com.br/






Com um abraço estrelado,
Janine Milward
Seu Livro de Vida

Editora Estrela do Belém